O poder que emana da caricatura está no traço que capta a pessoa escondida na pessoa. David Levine soube, mais que qualquer outro, explorar sua magnífica capacidade de traçar pessoas.
A arte da caricatura tem um poder que transcende a ela mesma.
Não é apenas o traço distorcido do perfil, o exagero que detecta a característica mais marcante, a sobrecarga que é dada, às vezes, a um único detalhe fisionômico. Não é apenas uma crítica que parte da distorção e, muitas vezes, da deturpação.

Caricatura de Adolf Hitler (1969)

Caricatura de John Lennon (1998)

Caricatura de Sigmund Freud (1976)
A arte da caricatura captura do detalhe a essênciae transfere para o traço a personalidade escondida na aparência. Não pode ser confundida com fotografia ou desenho, porque capta o que a câmera não fotografa e o desenho não estampa.

Caricatura de Madonna (1997)

Caricatura de Richard Nixon (1972)
O poder que emana desta arteestá em sua capacidade de descerrar cortinas e arrancar invólucros e a isto acrescentar idéias e intenções. Ainda que crítica e zombeteiramente, o emocional trancado a sete chaves, o temperamento polido pelo finese, a idéia escondida no argumento, explodem no traço – ainda que fino –, do caricaturista.

Caricatura de Albert Einstein (1997)

Caricatura de Eleanor Rossevelt (1971)

Caricatura de Cardeal Ratzinger, atual papa - na época ainda cardeal (2001)
À caricatura não se faz desafios,com ela não se discute ou se contra-argumenta, porque em seu aparente humor, é-lhe permitido, até, o sarcasmo.

Caricatura de Bill Clinton (1994)

Jimmy Carter (1980) - Lembram da revista MAD?
Todas as ilustrações deste post são de
David Levine, a meu ver o mais brilhante caricaturista do século 20.

Caricatura de David Levine por David Levine